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dia de domingo
manhã silenciosa lá fora
no céu dançam nuvens
o sol espalha-se pelo ar
suga a cor por onde passa
na manhã de quase primavera
silhuetas de muros e telhados
antes perdidos em névoa cinza
molhados mofados
brilham agora feito tela de Van Gogh
a brisa fria corre para o brilho do sol
ramos de árvores sacodem-se
abraçam-se felizes
pelo verde forte em seus braços
pela ausência do barulho do dia-a-dia
a vida transcorre pela janela
onde estão as crianças?
Não se ouvem mais crianças nas ruas
só ginastas a passos largos
a buscar o vigor que o tempo carrega
sorte que passarinhos se agitam
cantam em seu vocabulário peculiar
chamam todos para a vida que renasce
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